Em 2026, o Museu do Pontal celebra 50 anos de trajetória dedicados à preservação, pesquisa e difusão da produção artística de homens e mulheres das camadas populares brasileiras. Ao longo dessas cinco décadas, o museu consolidou-se como uma referência nacional no reconhecimento de artistas das camadas populares, contribuindo para a revisão da historiografia da arte brasileira e para a ampliação da presença desses artistas no sistema da arte e na memória cultural do país. 

Para marcar esta data, o Museu do Pontal promove um seminário que reunirá artistas, pesquisadores, curadores, colecionadores, representantes de museus e instituições públicas para celebrar sua trajetória e refletir sobre os desafios e perspectivas desse campo. O encontro abordará o papel dos museus na preservação, valorização e difusão das produções artísticas das camadas populares, bem como a crescente incorporação desses artistas aos acervos e narrativas dos principais museus de arte do Brasil, discutindo caminhos para a construção de uma história da arte mais diversa, plural e representativa. 

9h – Solenidade de abertura  

Lucas Van de Beuque – Museu do Pontal  

Angela Mascelani – Museu do Pontal 

A solenidade de abertura reunirá representantes do Museu do Pontal, autoridades e gestores das áreas de cultura das diferentes esferas de governo.

10h – Cerimônia de formalização de doação de acervos ao Museu do Pontal 

Esta cerimônia celebra a doação ao Museu do Pontal de importantes conjuntos artísticos reunidos ao longo de décadas por colecionadores, pesquisadores e instituições dedicadas à valorização da cultura brasileira. Mais do que um gesto de transferência patrimonial, esta formalização expressa a confiança depositada no Museu do Pontal como instituição capaz de assegurar a preservação, o estudo e a circulação pública desses acervos para as futuras gerações. Ao escolherem o museu como destino de suas coleções, doadores e instituições reconhecem seu papel de referência nacional na salvaguarda da produção artística das camadas populares brasileiras. 

Coleção Maria Augusta Rodrigues e Anna Rodrigues 

Coleção Magda Modesto 

Coleção Instituto Moreira Salles – Marcelo Araujo  

Coleção Vilma Eid – Galeria Estação  

Coleção Edmar Pinto 

Coleção Mavi Matute 

Coleção Museu de Arte Naif – FGV 

 

10h45 – Museu do Pontal Hoje: cinco anos de construção de um museu vivo  

Esta mesa propõe apresentar as transformações vividas pelo Museu do Pontal nos últimos anos, valorizando seus pontos centrais e trazendo as contribuições mais recentes, relativas aos últimos 5 anos e a criação da nova sede. A partir das perspectivas da pesquisa, da preservação de acervos, da ação educativa, da comunicação, da programação cultural e da gestão institucional, pretende-se discutir como o museu vem articulando diferentes frentes de atuação para ampliar seu impacto social e cultural. Mais do que compartilhar resultados, a mesa busca refletir sobre os desafios e possibilidades da construção de um museu vivo, que preserva, pesquisa e divulga a produção artística das camadas populares. 

Moana Van de Beuque (Pesquisa) 

Leticia Oliveira / Juliana Prado (Educativo) 

Marcella Bacha (Mudança acervo) 

Sabrina Veloso (Programação) 

Rubia Mazini (Comunicação) 

Tatiana Richard (Institucional) 

 

11h30 – Conversa entre Artistas  

Esta mesa reúne artistas de diferentes regiões do Brasil para apresentar a diversidade de linguagens, trajetórias e perspectivas que constituem a produção artística das camadas populares. Ao colocar em diálogo homens e mulheres de diferentes gerações, territórios, pertencimentos raciais e experiências de vida, a conversa busca evidenciar a pluralidade desse campo, algumas vezes entendido de maneira simplificada. Escultores, pintores e criadores de distintas poéticas compartilharão seus processos criativos e suas visões de mundo, demonstrando que não existe uma única estética, linguagem ou identidade capaz de definir a arte produzida pelas camadas populares brasileiras. Ao contrário, trata-se de um universo múltiplo e dinâmico, cuja riqueza reside justamente na diversidade de formas, narrativas e modos de criação que o compõem. 

Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque – Museu do Pontal (Mediação) 

Carmézia Emiliano 

Ratinho (Rafael Costa Pereira) 

Sergio Vidal  

Véio (Cícero Alves dos Santos) 

 

12h30 – Pré-abertura da exposição Véio: a escuta do sertão 

13h – Intervalo para almoço 

 

14h – Museus de Arte e os Artistas das Camadas Populares  

Qual a importância dos museus de arte do Brasil incorporarem artistas das camadas populares em exposições temporárias e em seus acervos permanentes? 

Esta mesa propõe reflexões sobre a presença de artistas das camadas populares nos acervos, exposições e narrativas dos museus de arte brasileiros. Pretende-se discutir os processos de legitimação, reconhecimento e circulação dessas produções, assim como os desafios envolvidos na ampliação dos repertórios que constituem a história da arte no país. Ao reunir representantes de diferentes instituições, a mesa buscará compreender de que maneira os museus podem contribuir para a construção de um sistema da arte mais diverso e plural, que corresponda à complexidade cultural brasileira. 

Clarissa Diniz – Educadora, curadora e escritora (Mediação) 

Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque – Museu do Pontal  

Henrique Cruz – Museu do Homem do Nordeste (Muhne) 

José Eduardo Ferreira – Acervo da Lage 

Marcelo Campos – Museu de Arte do Rio 

Renato Menezes – Pinacoteca de São Paulo   

Vitalino Neto – Família Vitalino  

 

15h30 – Museus Vivos: Museu-Praça, Museu-Território, Museu-Comunidade  

Como construir museus vivos, capazes de articular acervo, território, participação e múltiplas expressões culturais? 

Esta mesa propõe debater as transformações recentes do papel dos museus na sociedade contemporânea, especialmente sua afirmação como espaços de convivência, trocas, participação e apresentação de múltiplas expressões culturais. Para além de suas funções de preservação e exposição, muitos museus vêm assumindo um papel ativo na articulação com seus territórios, comunidades e públicos, promovendo experiências que integram arte, educação, música, gastronomia, celebrações e práticas coletivas. A partir de diferentes experiências institucionais, pretende-se discutir como construir museus vivos, capazes de fortalecer vínculos sociais, ampliar o acesso à cultura e atuar como espaços democráticos de encontro e criação. 

Gleyce Kelly Heitor – Inhotim (Mediação) 

Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque – Museu do Pontal  

Catarina Duncan – Museu de Vassouras  

Claudia Rose – Museu da Maré  

Juliana Braga – Sesc SP